Espaço virtual com fins pedagógicos para dar um "up" na nossa enfadonha sala de aula. As contribuições dos alunos do CMLEM - FSA serão de suma importância para a alimentação deste blog. Mas as sugestões e opiniões de quaisquer lugares também serão muitíssimo bem-vindas! Inicia-se aqui um passo ousado na minha forma de enxergar a educação!
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
O Enfermeiro Machado de Assis - 2º B Matutino
sábado, 13 de setembro de 2014
Roteiro -O Enfermeiro Machado de Assis - 2º B Matutino
terça-feira, 19 de outubro de 2010
O cortiço 2º B
Professora do Ensino Médio em Feira de Santana utilizando as novas ferramentas educacionais a favor do aprendizado. Vamos ao desafio?
sábado, 16 de outubro de 2010
O PRIMO BASILIO ,2ºano-B matutino( PARTE 1 DE 2)
O PRIMO BASILIO,2ºano-B matutino (PARTE 2 DE 2)
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Parte 1) - 2º B
Memórias Póstumas de Brás Cubas (Parte 2) - 2º ano B
Continuem a assistir!
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O Crime do Padre Amaro - 2ºb Matutino
Roteiro:
Romance anticlerecial que começa falando sobre o personagem do Padre Amaro, ingênuo e psicologicamente fraco, vai assumir sua paróquia. Hospedando-se na casa de
dona Joaneira, e acaba se envolvendo numa forte relação sexual com sua filha Amélia. Algum depois Amélia diz que está grávida para o padre e tudo começa a se complicar, Amaro com o seu cinismo pede a moça pra que ela tenha aquela criança em outro local (cidade). Decidem a fazer um loucura, a realizar um aborto, mas na hora do procedimento Amélia sofre uma hemorragia . Amaro tente levá-la para o hospital, mas sua amada morre no seus braços a caminho do hospital.
Personagens e principais características:
Padre Amaro Vieira: Protagonista do romance, mentiroso, sem nenhuma vocação para ser padre, é muito ciumento e comete um grande erro matando o seu proprio filho por meio do aborto.
Amélia: Co-protagonista, jovem católica que cai nos encantos do suposto Pe. Amaro, morre por uma hemorragia gravissíma por causa do aborto.
Dona Joaneira: Mãe de Amélia, viúva e tem um caso com o Pe. Benedito
Cônego Dias: Ex professor de Amaro
Pe. Benedito: Padre que tem relações com D. Joaneira
As senhoras Gansosos: Duas irmãs chamadas Joaquina e Ana .
Vídeo será gravado lá em São José, será logo depois das avaliações do colégio;
Personagens:
Pe.Amaro:Misael
Amélia: Layane de Sá
D. Joaneira: Alana Verena
As senhoras Gansosos: Adriana e Jamile
Pe. Benedito e Cônego Dias: Alcídes Luís
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
2° B apresenta: A Cartomante – Machado de Assis
1º Ato
Narrador: “Há mais coisas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia”, já dizia Shakespeare. E era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro 1869, quando este ria dela, por ter ido, na véspera a procura de uma cartomante.
(Rita e Camilo caminham pela rua)
Rita diz: Porque vocês são assim? Incrédulos! Pois saiba que fui, e ela adivinhou o motivo de minha consulta. Começou a por as cartas e disse: "A senhora gosta de um jovem..." Confessei que sim, e então ela continuou, pôs as cartas, as combinou, e por fim declarou que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...
Camilo diz: Errou! (rindo)
Rita diz: Não seja tolo Camilo, se soubesse como tenho andado, e por sua culpa! Não ria de mim.
Camilo pega as mãos de Rita, e olha sério fixamente para ela.
Camilo diz: Quero-te, Rita, e quando estiver aflita não precisa freqüentar a cartomante alguma, pois tens a mim. Além do mais, é imprudente, Vilela pode saber...
Rita diz: Não se preocupe, tive muita cautela para entrar lá. E não passara ninguém pela rua na ocasião.
Camilo diz: Crê mesmo nestas coisas?
Rita diz: Sim, disse-me que há muita coisa misteriosa e verdadeira neste mundo.
Camilo diz: Citar Shakespeare de forma vulgar é tudo que ela sabe fazer? (risos)
Narrador: Camilo não acreditava em nada. Porque não podia dizê-lo, não possuía um só argumento: limitava-se a negar tudo. Porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade.
(Camilo levanta os ombros e continua a andar. Logo caminham em direções opostas, ambos sorrindo)
2º Ato
Narrador: Vilela e Camilo eram amigos de infância. Vilela seguiu a carreira de magistrado. E Camilo entrou no funcionalismo, até que sua mãe lhe arranjou um emprego público. No inicio de 1869, Vilela voltou para sua cidade natal, onde casara com uma moça bela e tonta; abandonou a magistratura e veio abrir banca de advogado. Camilo arranjou-lhe casa para os lados de Botafogo.
(Vilela e Rita chegam ao encontro de Camilo na casa que este lhe arranjara.)
Rita diz: É o senhor? (estende-lhe a mão) Não imagina o quanto meu marido fala bem de ti.
(Camilo olha para Rita fixamente. Encantado com tamanha beleza)
(Logo Vilela e Camilo conversam entre si, enquanto fala o narrador)
3º Ato
Narrador: Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois morreu a mãe de Camilo, e nesse desastre, que o foi, os dois mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro, dos sufrágios e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor. Camilo usava a tristeza como pretexto para visitar Rita, dia após dia, e como surpresa inevitável, fora lhe despertado o amor recíproco.
(Na cena, Camilo e Rita juntos a mesa, tomando chá enquanto conversam sobre romances)
4º Ato
(A porta bate, Camilo levanta de sua poltrona, para receber uma misteriosa carta por de baixo da porta)
Camilo (lendo a carta em voz alta): Indigno, imoral, pérfido! Todos sabem de suas aventuras com a mulher de teu quase irmão!
(Camilo, pálido, permanece com face apavorada)
Narrador: Amedrontado, Camilo decide tornar esporádicas suas visitas a casa de Vilela. Este notou as ausências. Camilo respondeu que o motivo era uma paixão frívola de rapaz. Candura gerou astúcia. As ausências prolongaram-se, e as visitas cessaram inteiramente. Pode ser que entrasse também nisso um pouco de amor-próprio, uma intenção de diminuir os obséquios do marido, para tornar menos dura à aleivosia do ato.
5º Ato
Rita diz: Será que fiz algo errado? Será que Camilo me esqueceu? Ó céus, o que devo fazer? (caminha de um lado para o outro, perdida em seus pensamentos, e sai depressa logo em seguida, em busca da cartomante)
Narrador: Vimos que a cartomante restituiu-lhe a confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez. Correram ainda algumas semanas. Camilo recebeu mais duas ou três cartas anônimas, tão apaixonadas, que não podiam ser advertência da virtude, mas despeito de algum pretendente; tal foi a opinião de Rita, que, por outras palavras mal compostas, formulou este pensamento: - a virtude é preguiçosa e avara, não gasta tempo nem papel; só o interesse é ativo e pródigo.
(Camilo e Rita, um frente ao outro, sentados na cama)
Camilo diz: Estou deveras preocupado, mal posso imaginar as conseqüências de nossos atos!
Rita diz: Irei levar as cartas, para comparar as letras, se alguma for igual, rasgo-a.
6º Ato
Narrador: O tempo passara, e Vilela começou a mostrar-se sombrio, falando pouco, desconfiado. E Camilo recebe um bilhete de Vilela, ainda na repartição.
Camilo (lê em voz alta): "Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora." O que diabos ele está pretendendo?
(Camilo procura por Rita, e não a encontra.)
Narrador: Confuso e inquieto, amedrontado com a reação de Vilela. Camilo decide procurar a cartomante...
(A Cartomante o leva para um cenário sombrio, onde o convida a sentar. Voltou três cartas sobre a mesa.)
Cartomante: Vejamos primeiro o que é que o trás aqui. O senhor tem um grande susto...
(Camilo balança a cabeça)
Cartomante: E quer saber se irá lhe acontecer alguma coisa, ou não?
Camilo diz: A mim e a ela.
(A cartomante pegou outra vez das cartas e baralhou-as)
Cartomante diz: As cartas me dizem... que nada acontecerá a nenhum dos dois. Mas seria indispensável cautela neste momento, pois existem muitos despeitados por aí.
Camilo diz: Obrigada! A senhora me recobrou a paz de espírito!
(A Cartomante levanta-se rindo)
Cartomante: Vá tranqüilo!
Ato final
(Camilo vai sorridente, mal teve tempo de abrir a porta, e apareceu-lhe Vilela)
Camilo diz: Desculpe, não pude vir mais cedo. O que houve?
(Vilela não responde, permanece apático, fez-lhe o sinal, e foram para o escritório.)
Camilo diz: NÃO! Não pode ser!
O corpo de Rita ensaguentado estendido sobre o tapete do escritório
(Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o morto no chão.)
FIM
Memórias Póstumas de Brás Cubas – 2º ano B matutino
Roteiro sobre Filme adaptado
Vamos desenvolver uma adaptação moderna do filme Memórias Póstumas de Brás Cubas, com cenário, figurino e texto atuais, saindo do estilo original, que é de época. É importante ressaltar o caráter realista e irônico nas cenas a ser desenvolvidas. Vão ser utilizados cenários diferentes: um no campo, contando com mais liberdade de expressão dos personagens; outro numa casa, onde vai acontecer o desenrolar da história. O texto é basicamente narrado pelo falecido Brás Cubas, porém contendo a interferência de outros personagens para dramatizar e desenvolver a cena propriamente dita. Haverá a participação de alguns figurantes, para dar um tom mais real às cenas.
APRESENTAÇÃO/INTRODUÇÃO: A apresentação da história vai ser realizada no início do filme, com fotos relacionadas às falas de um narrador externo; também será exposto brevemente o perfil de cada personagem participante do filme. ELEMENTOS: música de fundo: Abelbeetle46 – Abelbeetle (remix).
PRIMEIRA CENA – (PERSONAGEM: BRÁS CUBAS FALECIDO, FIGURANTES E VIRGÍLIA) [foco: Brás Cubas Falecido] Brás Cubas se apresenta de forma irônica e sarcástica, advertindo ser diferente dos outros quando, ao contar sua história, começa pelo fim, falando da sua morte. Relata sua vida rica e solteira no Rio de Janeiro, falando ainda dos conselhos de seu pai para seguir a carreira política e se casar o mais depressa possível. [foco: Brás Cubas tossindo na cama] Tudo começa numa cama, onde Brás Cubas está à beira da morte, tossindo muito. Figurantes rezam pela vida do enfemo. [foco: Virgília] Virgília parece olhar para o enfermo com tristeza, ficando ali até sua morte. ELEMENTOS DO CENÁRIO: Numa sala. Música de fundo: primeiro momento (apresentação de Brás Cubas) Rockstar – Nickelback (sujeito a alterações); segundo momento (Brás Cubas morrendo) The Unforgiven – Metallica (sujeito a alterações).
SEGUNDA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO E MARCELA) [foco: Brás Cubas Falecido] Brás Cubas Falecido narra um trecho do seu caso amoroso com a cortesã espanhola Marcela, demonstrando que foi atraído por sua beleza e que para lhe conquistar bastaram trinta dias e três esmeraldas. Brás Cubas Jovem vai ao encontro de Marcela com um colar de pedras preciosas [foco: Marcela, encantada com o colar], ela diz não merecer tamanha demonstração de amor, alegando o alto custo da jóia. [foco: os dois se olhando com desejo] A todo o momento são lançados olhares insinuantes por parte dos dois personagens. Marcela denota grande interesse pela fortuna de Cubas, seduzindo-o. Brás Cubas Falecido narra o fim desse lance amoroso, enquanto que são passadas fotos do casal em diversos momentos, em especial a figura de Cubas dando presentes à cortesã. ELEMENTOS DO CENÁRIO: numa sala, ou quarto; um ambiente sedutor com rosas, bebidas. Música de fundo: Dança Cigana Espanhola – Yvette Horner.
TERCEIRA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO E EUGÊNIA) Esta nova personagem em cena foi mais um dos amores da vida do protagonista. [foco: Brás Cubas e Eugênia caminham lado a lado de braços dados] Brás Cubas Falecido, caminhando próximo dos dois, diz ter conhecido a moça através de uma amiga de longa data, que era sua mãe. Brás Cubas Jovem lança olhares de interesse ela, que parece correspondê-lo. Mas ele nota que ela manca, e questiona se ela machucou seu pé; [foco para o roto de Eugênia] Eugênia responde que é coxa de nascença e nota que o olhar do moço se torna frio. [Eugênia e Brás Cubas caminham de costas, largam-se os braços] Neste momento os dois ainda caminham e um ar de desconforto paira no ar. Ele, em pensamento diz: “Porque bonita, se coxa, porque coxa, se bonita?”, pondo fim ao romance. ELEMENTOS DO CENÁRIO: no campo.
QUARTA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO, VIRGÍLIA E LOBO NEVES) Brás Cubas Jovem, preocupado em se casar, conhece a encantadora Virgília, por quem demonstrou interesse imediato, [foco para o rosto de Virgília com olhar sedutor] sendo também correspondido. [foco: os dois a se admirar] Enquanto os dois se olham, entra Brás Cubas Falecido entra e alega tristemente que Virgília [foco: aliança no dedo da moça] é noiva de Lobo Neves, famoso político. Lobo logo entra em cena anunciando seu casamento com a dama. [foco: rosto de Brás Cubas] Brás Cubas Jovem se sente acanhado ao ver os dois juntos e tenta se aproximar dessa nova família. ELEMENTOS DO CENÁRIO: numa sala. Músicas de fundo: primeiro momento (o encontro de Brás Cubas e Virgília) Vision of Love – Mariah Carey; segundo momento (a desilusão de Brás Cubas com o casamento de Virgília e Lobo Neves) Without You – Mariah Carey.
QUINTA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO, VIRGÍLIA, LOBO NEVES E FIGURANTES) [foco: Brás Cubas e Eugênia lado a lado] Brás Cubas Falecido narra seu sentimento por Virgília enquanto todos os personagens se encontram numa festa. [foco: o ambiente da festa] Lobo Neves conversa com amigos e joga cartas, [foco: Brás Cubas olhando para Virgília dando sinal] Brás Cubas Jovem parece interessado em dançar com Virgília, [foco: Virgília encostada no ombro do marido] e esta convida seu marido pra dançar, ele, negando, sugere que Brás Cubas dance com ela. [foco: Brás Cubas e Virgília e figurantes dançando] Os dois dançam demonstrando olhares sedutores. ELEMENTOS DO CENÁRIO: numa festa agitada, bebidas, pessoas conversando. Música de fundo: Hush, Hush, Hush, Hush – The Pussycat Dolls (sujeito a alterações).
SEXTA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO E VIRGÍLIA) Nesta cena os dois se encontram numa casa, onde marcavam encontros eventuais. [foco: Brás Cubas e Virgília – meio corpo] Brás Cubas Jovem empurra calmamente Virgília para um quarto; a porta é fechada... [foco: Brás Cubas e Eugênia lado a lado] Brás Cubas Falecido aparece dizendo que Virgília está grávida. [foco: Brás Cubas e Virgília] Então os dois, Brás Cubas Jovem e Virgília, estão numa cama, ele deitado sobre a barriga dela conversando com “seu filho”; Virgília não aparenta alegria. ELEMENTOS DO CENÁRIO: numa casa, focando o quarto. Música de fundo: A Pantera Cor-de-rosa (no momento da entrada de Virgília à casa, até ser levada ao quarto por Cubas).
SÉTIMA CENA – (PERSONAGENS: BRÁS CUBAS JOVEM, BRÁS CUBAS FALECIDO, VIRGÍLIA, LOBO NEVES E MÉDICO) [foco: Virgília e o médico, ao lado] Virgília na cama sob cuidados de um médico que diz que ela perdeu o filho. [foco: Brás Cubas e o político] Brás Cubas Jovem e Lobo Neves se consolam, Brás Cubas parece mais arrasado que Lobo Neves. Ar de desconforto entre todos. Brás Cubas Falecido narra o fim da história: o esfriamento no caso com Virgília, seu fracasso na política e como adoeceu. Tudo isso é descrito através de fotos. O desfecho fica por conta de um pequeno trecho da primeira cena, onde Virgília e Brás Cubas se vêem pela última vez antes da morte de Cubas. [foco: Brás Cubas Falecido] Brás Cubas faz uma última lamentação: o fato de não ter gerado um filho em Virgília. ELEMENTOS DO CENÁRIO: num quarto silencioso. Música de fundo: Love by Grace – Lara Fabian.
CRÉDITOS FINAIS.
PERSONAGENS:
Brás Cubas Falecido: narrador da história, reflete os fatos mais marcantes de sua vida.
Brás Cubas Jovem: interpreta as cenas descritas pelo defunto. Vive de aventuras amorosas, mas nunca se casou.
Virgília: grande amor de Cubas, mantém um caso amoroso com o protagonista, às escondidas.
Lobo Neves: político bem sucedido; marido de Virgília.
Marcela: cortesã espanhola; teve um caso com Brás Cubas, mas se interessava em seu dinheiro.
Eugênia: doce jovem, a bonita, porém coxa por quem Brás Cubas se apaixonou, mas abandonou por mancar.
Roteiro - DOM 2°B
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
2ºAno-Turma:B
Roteiro
O PRIMO BASÍLIO
Baseado na obra de Eça de Queiroz
Personagens:
Luiza
Juliana
Basílio
Jorge
Sebastião
Leonor
Vizinha
1. Luiza descrevendo a história do seu ponto de vista. (Sentada em uma poltrona bebendo wiski). (Música suave de um piano ao fundo)
1.1. Luiza – No começo, eu apenas o tinha como primo, e para ser sincera como uma paixonite juvenil, mas, o tempo havia passado e ele se tornara homem, um belo homem, e eu uma mulher incapaz de não perceber tal charme que me arrancava suspiros. Seu nome: Basílio foi capaz de deixar-me duvidosa de meus sentimentos para com o meu marido. O Jorge, um homem bom e digno, que tudo que podia me dar não negava. Acho que o que me levou a olhar para o Primo Basílio com outros olhos, foi tudo, foi o meu mundo, as pessoas que pertencem a ele, e inércia da minha vida, que não me deixa impedir isso (a câmera foca na aliança dela). Às vezes é como se eu estivesse em uma sala presa, gritando com todas as minhas forças, e ninguém que ligasse, ou que se quer notasse, pudesse me ouvir.
2. MÚSICA de abertura: Hit the Word Jach.
A primeira imagem do sol e depois de um clube: crianças brincando, correndo entre as pessoas, homens tomando drinks, mulheres tomando sol.
Slogan
3. Cena feita com locução externa - Em um clube, Luisa, esbarra em um homem e não percebe que é seu primo e continua andando. (A câmera continua filmando Luisa). (A música continua a mesma – Hit the Word Jack).
Basílio: - Luisa? (ouve-se somente a voz de Basílio)
Luisa vira-se rapidamente e diz: - Basílio! (a câmera foca Basílio)
Luisa: É você mesmo?(Eles andam um em direção ao outro e a câmera filma os dois)
Basílio: - E quem mais seria se não vosso amor de infância?
Luisa: - Ora Basílio deixe de galanteios e diga - me a que veio. E se veio para ficar.
Basílio: - Vim a negócios, para dar início a alguns projetos.
Basílio: - E tu? Como tens andado? Há tempos que não a via, nem se quer sei se casou - se.
Luisa: - Ah! Sim, estou casada, e muito bem casada.
(Luisa olha para trás e dá um tchauzinho para Jorge)
(Jorge esta conversando com Sebastião e outros amigos)
(a câmera foca Jorge)
(Jorge acena com a cabeça em resposta a Luisa).
Basílio: - Ah prima, é mesmo tanto tempo, e tanto a se dizer que dois minutos em uma festa não são suficientes para matarmos as saudades. Dê - me seu endereço para que eu poça visita-La qualquer dia desses, é claro, que se for também de bom agrado de seu marido.
(Luisa sorri, concordando),
(enquanto a câmera mantém o foco na mesma).
4. Luisa: - Maldita a hora na qual Jorge viajou a trabalho, deixando – me a mercê da solidão. O que seria de mim sem seus braços na noite fria e escura, noite que me fazia lembrar-me do quanto precisava dos carinhos que só ele poderia dar.
5. Cenário: casa de Luiza. O cenário é uma sala que contem dois sofás, coberto parcialmente por uma manta.
Em cada sofá, há almofadas.
Há uma cortina diante da janela, para esconder parcialmente a visão da rua
Uma tapete ao centro dos 2 sofás
Um bar, composto por vidros suspensos e bebidas alcoólicas
(Luisa lendo revista sentada no sofá)
(Juliana arrumando a casa: tirando o pó dos objetos, sentada no chão)
(campainha toca)
(duas não se movem)
(a campainha toca novamente)
(Luisa olha para Juliana).
Luisa: - O que está esperando para ver quem é? Ande Juliana, depressa, não está ouvindo, criada estúpida?
(Juliana vai até a porta)
(Luisa continua lendo)
((Juliana volta para frente de Luiza)).
Juliana: - Dona Luisa, é um senhor chamado Basílio que diz ser seu primo.
Luisa: - E o que lhe impede de manda – lo entrar criatura? Ande com isso.
(Enquanto Juliana abre a porta, Luisa se olha no espelho e ajeita cabelo e roupa).
Luisa: - Pensei que não viria.
Basílio: E como não se ainda não matei minhas saudades de ti.
Luisa: - Ande Juliana não fique houvindo a conversa da patroa e vá fazer seu trabalho, ora traga logo algo para o senhor Basílio. (para Basílio) Criadas!
Basílio: - Já ia esquecendo – me, trouxe um antigo disco de velhas musicas para que possamos relembrar os tempos de nossa mocidade.
6. Cenário: casa de Luiza. (Basílio põe o disco para tocar a música: Tango Argentino
(ele se aproxima dela dançando divertidamente, enquanto ela se faz intimidar)
(ele a pega pela mão e a faz dançar, em certo momento ele a agarra com mais firmeza e tenta beija – La, e ela se recusa).
(A musica fica baixa).
Luisa: - Esqueceu - se de que sou casada? Pois saiba que amo meu marido e não seria capaz de trailo nem se quer com um beijo.
(Luisa encosta se em uma janela e Basílio se aproxima dela).
Basílio: - Acredito que deve amar seu marido, do contrario não teria se casado, mas não posso negar que alimento a esperança de que me ames mais. Agora mesmo, enquanto dançávamos não pude deixar de perceber a excitação de seu corpo perto do meu e sua respiração ofegante.
(Começa a tocar Symphathe for the devil – rolling band)
(Luisa vira - se para dar uma tapa nele,)
(mas ele segura seu braço e a agarra pela cintura fortemente encostando ela em seu corpo,)
(ela tenta sair, mas ele com sua força impede)
(ele delicadamente toca o seu rosto e alternando o ritmo)
(aperta com machismo suas bochechas)
(suspende suas pernas,)
(inclina Luiza na diagonal e volta ao eixo, insinuando um beijo.)
(A câmera foca).
7. Luiza - Era mais forte do eu, todas as tardes nos encontrávamos no lugar que costumávamos chamar de paraíso, Eleanor, uma amiga da qual Jorge detestava por ter fama de puta na cidade, era minha cúmplice.
Entregava-me ao regozijo do prazer, era bom te amar, encravar minhas unhas em teu corpo, enfiar minhas mãos entre teus cabelos e puxá-los, sentir o teu suor e a essência da paixão, tudo era maravilhoso, aqueles lençóis como mel em teu corpo, o teu peito, os braços, e a tua voz sussurrando palavras de amor em meu ouvido, Oh!Basílio, que me faz suspirar eternamente e sem cessar, que me faz ir ao inferno, sem ao menos me queimar, me fez delirar, tu fizeste comigo o que ninguém jamais havia feito.(respira profundo)
8. Cenário: casa de Luiza. Todo o cenário está desarrumado
Juliana limpando a casa: arruma os sofás deixa cair cartas de um livro. Juliana lê com dificuldade o remetente: Para Luisa, do seu amado Basílio (a câmera foca o que está escrito na carta) e em sinal de alegria grita, pula, canta, chora.
(Ao som da música: Trevo de quatro folhas - Fernanda Takai).
9. Cenário: casa de Luiza. (Luiza entra) Juliana está arrumando a casa e Luisa fala:
Luisa: - Isso são horas de arrumar a casa Juliana, por que não arrumou de manhã? E se chega uma visita, em como fica? Vão dizer pela rua que não cumpro com os meus deveres de mulher, e por culpa sua. Sua imprestável não suporto mais os seus serviços, sua incompetente, porca.
Juliana: - Ô Dona Luisa não se preocupe com visita não, viu? O seu Basílio costuma vir pela noite, e pela tarde eu acho que num vem não, até por que aí todo mundo saberia né mesmo?
Luisa: - Saia da minha frente Juliana antes eu que eu lhe coloque no olho da rua agora mesmo, sua burra, incompetente, animal.
Juliana: - Não! Eu não vou sair.
Luíza: o que é isso Juliana, ficou louca?
Juliana: Sabe? Eu tava mesmo querendo conversar com a senhora, e vai ser agora. Eu sei de tudo sua puta, eu sei das visitas noturnas do seu primo, eu sei dos encontros no paraíso,e tenho todas as cartinhas que vocês dois trocaram, são juras de amor, que pena que seu Jorge não vai gostar de saber de nada disso, coitado (música de suspense).
Luisa: - Mentirosa, não tenho caso nenhum.
Juliana: Eu já disse que tenho todas as cartas que ele lhe mandou e nem adianta me ameaçar, ou ir procurar lá naquela pocilga, que vocês chamam de quarto, e que a senhora me colocou para dormir, por que elas estão muito bem guardadas. Olha dona Luisa, a minha intenção não é lhe fazer mal não, eu só quero uma vidinha melhor sabe,vivo acordando de madrugada, comendo restos, eu já não sou mais jovem e preciso da minha aposentadoria.
Juliana: E aí?A senhora acha o que, em?
(Luíza permanece calada)
Juliana: olha dona Luíza, se a senhora não quer falar nada, eu espero o seu Jorge chegar e mostro as cartas para ele.
Luisa: - Eu lhe dou. Eu só tenho que convencer o Jorge.
Juliana: - E mais uns trezentos mil pra começar e também eu não agüento mais esse abaixa levanta o dia todo limpando as imundices dessa casa, por isso decide que também não vou mais fazer os trabalhos pesados não, sabe como é né, tantos anos humilhada trabalhando pra sua família e agora digo para senhora que cansei.
Luisa: - E quem vai fazer?
Juliana: - A senhora mesma pode fazer, é jovem, cheia de saúde.
Luisa: - Eu?
10. Cenário: casa de Luiza. (A campainha toca e Luisa atende a porta, é Eleanor que entra e fala:).
Leonor: - O que aconteceu de tão grave pra você me ligar desesperada daquele jeito?
Luisa:- A maldita da empregada descobriu tudo.
Leonor: - E agora o que você vai fazer?
Luisa: - Fugir, Basílio uma vez havia me dito que fugiria comigo se fosse necessário, e você vai me ajudar, vai marcar um encontro para mim com ele, essa noite no paraíso e você vai me levar até lá.
Leonor:- Fugir Luisa! E você vai querer manchar a sua imaculada imagem de senhora respeitada pela sociedade por causa de uma empregadinha? Você sabe muito bem que os éticos vão falar.
Luisa:- Pois que falem, que caiam suas línguas de tanto falar.
Leonor: - Está em suas mãos minha querida, ainda acredito que deveria dar a ela o que deseja dinheiro.
Luisa: - Leonor sabe que não é inocente, sabe bem que ela não se contentará com pouco.
Leonor: - Depois eu que sou uma santa é que levo má fama na cidade.
Luisa: - Ora, teatro comigo? Não seja cínica.
Leonor: - Uê, pelo menos eu nunca fuji e meu marido nunca soube de nada e você sabe que eu preciso da minha sopinha no final da tarde?
11. Musica: Diz Nos Meus Olhos (Inclemência) – Zélia Duncan
Luisa: - Foi apenas um sonho, promessas vadias, vagas, vazias e
12. Cenário: ruas- Luiza anda infeliz, pelas ruas com as malas nas mãos, em meio à chuva.
13. Cenário: casa de Luiza. (Cenas seguidas de Luisa arrumando a casa enquanto Juliana assiste televisão). (Caetano Veloso – você não me ensinou a te esquecer).
14. Luisa:- O Jorge voltou, mas parece que as coisas pioraram, por que o trabalho dentro de casa aumentou. Tentei todas as soluções possíveis, de todas as maneiras e com todas as vertentes, mas não teve jeito, nada deu certo. Foi então que decide, procurar Sebastião, o amigo da família e contar tudo, confiante de que ele me daria uma solução.
15. Sebastião sentado Luisa anda de um lado para outro, inquieta.
Sebastião: - Não se preocupe, vou resolver seu problema e acabar com essa história, saia com ele esta noite e volte tarde. E me prometa ser de agora em diante irá ser fiel ao seu marido.
Luisa: - Sem dúvidas que sim, chega de aventuras.
16. Cenário: casa de Luiza.
Jorge: - Juliana nós vamos jantar fora, tranque as portas quando sairmos e não nos espere.
Juliana: - Sim senhora.
(Juliana liga a televisão e senta no sofá, logo em seguida a companhia toca com urgência, muitas vezes e ela abre a porta, é Sebastião).
Juliana: - Mais que coisa, nem de noite eu tenho descanso!
Juliana: - Ah é?O senhor doutor? Dona Luisa e seu Jorge acabaram de sair, quer deixar recado?
Sebastião: - Não o meu assunto é com você mesmo.
Juliana: - O que um bacana como o senhor ia querer falar com uma simples empregada como eu?
(Sebastião tranca a porta e puxa uma arma da cintura) e fala:
Sebastião: - Cadê as cartas que você roubou da Luisa?(música de suspense)
Juliana: - Que cartas? Eu não sei de carta nenhuma.
Sebastião: - Não se faça de besta, não tem medo de morrer, não é?
Juliana: - O senhor não teria coragem, parece ser um homem digno.
Sebastião: - Quer pagar pra ver?
Juliana: - Eu não queria fazer mal a ninguém, só queria minha aposentadoria e um dinheirinho pra garantir a minha velhice, só isso, mas eu ia entregar às cartas a dona Luisa.
Sebastião: - Como não ia fazer mal a ninguém, se estava chantageando gente de bem? . Ande vá pegar as cartas.
(Juliana vai ao quintal e desenterra as cartas e Sebastião as toma da mão dela e antes que ela se vire, ele atira).
(Musica - El Bosco Nirvana que no budismo significa o estado de libertação do sofrimento).
17. Luisa: - Eu não imaginei que o jeito que o Sebastião daria na Juliana seria a morte, mas se foi mesmo preciso antes morta do que arruinando minha vida e minha reputação. E além do mais eu não matei, foi o Sebastião, acho até que lhe fiz um favor, acabei com o sofrimento da moribunda e o mais importante é que as cartas foram queimadas. E que mal dirá as cinzas?Mal, nenhum!Quem irá descobrir?Ninguém!
18. Luisa: - Eu acho que a morte da Juliana, refletiu em minha saúde, até depois de morta ela me perturba. Tenho alucinações com ela me ameaçando, não sou mais a mesma, não tenho o mesmo vigor de antes. Tinha uma aparência invejável, que despertava atenções. Gostaria de poder sair com meu marido, ir a festas, alegrar-me com bebidas e conversas vazias. Se ontem traí, o que posso esperar do amanha é ser traída, pois o Jorge é um homem jovem e bonito e eu já não tenho mais o que lhe oferecer. Antes eu tinha uma vida, hoje espero a morte.
19. Cenário: casa de Luiza-Luisa dorme (filma ele dormindo) enquanto Jorge assiste TV na sala (filme ele na sala). A campainha toca.
19.1. Jorge pega uma carta que foi jogada por baixo da porta e lê o remetente (a câmera foca no remetente) e abre a carta.
(música - Na sua Estante de Pitty).
19.2. Na mesma cena a câmera desloca o foco de Jorge para Basílio escrevendo a carta em voz alta.
A carta diz: Minha querida Luisa, meu amor! Como terminou a história da criada, deste solução? Aposto que ela não teve coragem de contar ao seu marido sobre nosso romance. Mesmo com o frio de Paris ainda posso sentir o calor do seu corpo. Tudo indica que logo estarei de volta para que possamos nos encontrar novamente. Amo-te, Basílio!
19.3. Jorge desesperado demonstra sofrimento, age como criança, quebra um vaso de vidro. Depois enche o peito, toma coragem e vai até onde Luisa encontra – se deitada e enferma.
Jorge: - Luisa, acorde!
(Luisa olha apreensiva, preocupada e curiosa).
Luisa: Sim, amor.
Jorge: - Você pode me explicar o que significa isso? (Joga a carta nela e ela lê o remetente).
Luisa se joga no chão em prantos, desesperada, e rastejando pega nos pés dele tentando subir, mas ele a pega pelos braços com e a joga na cama com força. Luisa diz coisas histericamente, chora, grita se debate na cama até o momento que subtamente para de bruço Jorge vira o corpo dele e grita: Luiiiisaaaaaaa! Chora e fecha seus olhos.
20.cenário:porta da casa de Luiza:Com um buquê de flores na mão Basílio volta à casa de Luisa e vê tudo fechado, bate na porta e ninguém abre, ele pergunta à vizinha:
Basílio: - Boas tardes eu sou primo da dona Luisa a senhora sabe me informar se tem alguém em casa?
Vizinha: - Ah o senhor não soube?
Basílio: - Soube o que?
Vizinha: A dona Luisa morreu, diz que foi de problema da cabeça, miolo mole, coitadinha era tão jovem tão bonita não vazia mal a uma mosca, e o seu Jorge se mudou, a casa deveria lhe deixar lembranças da mulher.
Basílio: - muito obrigado.
Basílio vira – se para a casa: Ah! (como alivio): Antes ela do que eu!
(A câmera não o acompanha continua filmando a casa). ( Muse- i belong to you).
Fim.
